domingo, 12 de março de 2017

VOZ DO CORAÇÃO

VOZ DO CORAÇÃO

Mesmo ainda somente em sonhos,
JUNTOS ESTAMOS e a Estrela um dia alcançaremos,
se nos mantivermos assim...lado a lado...
Fiéis aos sonhos que tivemos!

Sinto Tuas mãos me abraçando...
Sente meu coração Te aquecendo...
Em uma só Alma,
ao Tempo à própria Morte,
em Amor,
Nós dois Venceremos!

Basta que me deixes ficar
para Tuas tristezas consolar!
E, através de uma brisa,
Tua face acariciar!


E quando a Noite Amiga vier
e nossas Estrelas apresentar,
fecha Teus olhos e vem...
vem nessa hora me buscar!

Não temas esta Era,
mesmo que a Vida seja Fera!
Lembra-te Sempre, meu Amor,
a Eternidade inteira nos espera!

Poema de Della Coelho



quinta-feira, 9 de março de 2017

POEMA D' SAMOR




- Enfim chegaste, estranho Destino!
Vieste, finalmente , tirar-me deste verso alexandrino?

- Não, vim falar-te claramente
de que ainda não irás morrer serenamente.

- Que queres comigo? Direito nem tenho eu de partir?
Olha só que nada restou-me nesta vida p`ra eu sorrir.

- Deve aprender que não és dono de teu sorriso ou sentir.
Tens ainda muitas tarefas que deves cumprir.

- Destino, eu vos imploro! Sede piedoso
e tirai minha alma deste lugar doloroso.

- Se estás ainda nesta planície,
é que talvez deverás ser punida até à velhice.

- Que farei eu para suportar
todas as angústias deste lugar?

- Deve simplesmente seguir em frente
sem pensar que estás só em meio a toda esta gente.

- Mas como solidão não aqui sentir
se em meu peito há um buraco que nada o faz encobrir?

- Se sentes o punhal é que o podes suportar,
portanto levanta a cabeça e segue teu caminhar.

- E se acaso desta jornada eu desistir,
alguém poderá me impedir de fugir?

- Não, ninguém poderá tal ato fazer,
pois és livre para teus caminhos escolher.

- Então deixa-me seguir rumo à cova afinal
e libertai-me–ei desta dor infernal.

- Não entendes que jamais poderás deste amargor separar,
mesmo que encovado o teu corpo se encontrar?

- Que me dizes, Destino?
Acaso estou condenada em qualquer caminho?

- Abranda um pouco teu cansaço,
eis que venho oferecer-te meu abraço.

- Pensei que foste sempre meu inimigo,
mas mostra-te nesta hora como um bondoso amigo.

- Comovido fiquei com esta amargura em teu ser
e tudo que posso é um braço amigo te oferecer.

- Agradeço-te e até me esquecerei do que me fizeste no passado fazer,
mas, quando fores embora, esta dor continuará a me enlouquecer.

- Precisa ser forte, pois um longo caminho ainda te espera
e o sono amigo ainda não faz parte de tua era.

- Sinto-me fraca... a desfalecer...
e não vislumbro nenhuma luz a me acolher.

- Tem a te acostumar com a escuridão total.
Caminharás às cegas, guiada somente pelo instinto Floral.

- Como poderei das armadilhas desvencilhar,
se somente sombras irão me guiar?

- Encontrarás uma forma de te orientar
até que descanses finalmente em além –mar.

- Em alguns momentos, justo inimigo,
poderás socorrer-me em algum abrigo?

- Temo que não poderás com mais nada contar,
pois que a estrada agora é ainda mais estreita que teu sonhar.

- Acho, sincero amigo, que deste seguir ferino,
irei abreviar a parte final de meu destino.

- Não tens o direito da morte forçar,
pois dor por dor que aguente esse amargurar.

- Seguirei até a última força extinguir,
render-me- ei então para jamais em vida acidentemente ressurgir.

- Esperar-te-ei nessa hora
para condecorar-te com a dor dos vivos
ou condenar-te pelos atos de outrora.

Texto de Della Coelho
Imagem: google.com